quarta-feira, 3 de agosto de 2011

HISTÓRIA

Os que decidiram sair da aldeia, à procura de uma vida melhor, regressam na altura da festa em honra de Santa Luzia, que se realiza no Verão. Os habitantes, no entanto, contam que, antigamente, as festividades eram dedicadas a São Barnabé, que, segundo os populares, afastava as trovoadas da aldeia. “As outras localidades manifestaram-se, porque diziam que o São Barnabé de Soeima afastava-as de cá e mandava-as para outro lado e, por isso, deixámos de fazer a festa”, conta Manuel Arão, um habitante da localidade.
Contudo, o padroeiro da aldeia é São Pelágio, oriundo da Galiza (Espanha), que, aos 13 anos, foi entregue aos mouros. Como um homem tentou seduzi-lo, a criança repudiou-o. Devido a este gesto, foi cortado aos pedaços e lançado ao rio.

Soeima foi palco de confrontos entre liberalistas e absolutistas, durante a Guerra Civil

O topónimo Soeima provém da palavra árabe, Zoleiman, pelo que a fundação da aldeia remonta a essa época. Existem, ainda, vestígios do período romano, como uma fonte de pedra. Posteriormente, durante a Guerra Civil, entre 1832 e 1834, Soeima foi palco de violentos confrontos entre os partidários de D. Pedro e Miguelistas, que existiam em grande número na aldeia.

1 comentário:

  1. (Retirado de:)

    SOEIMA COM HISTÓRIA PARA CONTAR

    As memórias de antigamente chegam com um misto de alegria e tristeza. Tempos em que qualquer acontecimento (às vezes, bastava ser domingo) servia de pretexto para fazer uma festa. Raparigas que, às escondidas dos pais, dançavam ao som de um realejo ou concertina. O cuidado na roupa que se vestia para ir à missa dominical. As tardes solarengas passadas entre as escadas do cruzeiro central e a porta da taberna.
    Hoje, os dias em Soeima, perdida a 1083 metros de altitude na encosta nascente da Serra de Bornes, no concelho de Alfândega da Fé, passam mais devagar. Desapareceu a alegria e animação que os tornava diferentes e únicos, assim como os jovens que teimam em não permanecer na aldeia. Já não se sentem os risos e gritos de crianças, nem se joga ao fito, arraiola, pião ou mourão que, antigamente, eram os únicos divertimentos dos habitantes de Soeima. Aos poucos, o tempo livre daqueles que ainda resistem foi substituído pela televisão. Os que decidiram sair da aldeia, à procura de uma vida melhor, regressam na altura da festa em honra de Santa Luzia, que se realiza no Verão. Os habitantes, no entanto, contam que, antigamente, as festividades eram dedicadas a São Barnabé, que, segundo os populares, afastava as trovoadas da aldeia. “As outras localidades manifestaram-se, porque diziam que o São Barnabé de Soeima afastava-as de cá e mandava-as para outro lado e, por isso, deixámos de fazer a festa”, conta Manuel Arão, um habitante da localidade.
    Contudo, o padroeiro da aldeia é São Pelágio, oriundo da Galiza (Espanha), que, aos 13 anos, foi entregue aos mouros. Como um homem tentou seduzi-lo, a criança repudiou-o. Devido a este gesto, foi cortado aos pedaços e lançado ao rio.

    Soeima foi palco de confrontos entre liberalistas e absolutistas, durante a Guerra Civil

    O topónimo Soeima provém da palavra árabe, Zoleiman, pelo que a fundação da aldeia remonta a essa época. Existem, ainda, vestígios do período romano, como uma fonte de pedra. Posteriormente, durante a Guerra Civil, entre 1832 e 1834, Soeima foi palco de violentos confrontos entre os partidários de D. Pedro e Miguelistas, que existiam em grande número na aldeia.
    Actualmente, origens e histórias caíram no esquecimento e a população preocupa-se em conseguir tirar proveito e rendimento daquilo que a terra ainda dá, como a castanha, que assume um papel muito importante na economia da aldeia. No entanto, devido ao envelhecimento dos habitantes, é cada vez mais difícil trabalhar na agricultura, pelo que as necessidades de Soeima passaram a ser outras. “Está prevista a instalação de um Centro de Dia no edifício abandonado da escola primária”, informou o presidente da Junta de Freguesia de Soeima, António Queijo. O autarca pretende, ainda, construir um pavilhão polidesportivo, de modo a atrair jovens à pequena localidade, com cerca de 150 habitantes.

    Autoria: Sandra Canteiro

    http://www.jornalnordeste.com/noticia/soeima-com-historia-para-contar

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